LGPD na saúde: a importância de proteger os dados dos pacientes!

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A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) trará muitas mudanças para todos os setores da economia. Afinal, ela estabelece uma série de novas regras para a coleta, o tratamento e o armazenamento de informações pessoais. Mas qual será o impacto da LGPD na saúde? Nossa área traz muitos desafios, pois lida com dados extremamente sensíveis e muitos deles são cobertos pelo sigilo.

Portanto, é imprescindível investir em soluções capazes de se adequar às exigências tanto da LGPD quanto do Conselho Federal de Medicina. Tudo isso garante que os dados obtidos durante as consultas fiquem protegidos contra o acesso indevido. Quer entender melhor sobre o tema? Acompanhe este post!

Como a LGPD se aplica à saúde?

A LGPD tem como principal objetivo garantir a anonimização dos dados pessoais dos indivíduos, como nome, endereço, números de identificação, entre outros. Em outras palavras, qualquer informação que possa trazer a identificação da pessoa física deve ser protegida por operações de criptografia, omissão taquigráfica ou restrição de acesso.

Governança dos dados médicos

No dia a dia, os médicos manipulam diversos dados pessoais em documentos como exames, receitas, prontuários, entre outros. Eles devem ter seu acesso restringido apenas ao corpo clínico envolvido no cuidado com o paciente.

Desse modo, os colaboradores e os profissionais de saúde que não atendam o paciente não podem visualizar as informações ali contidas, além do necessário. Por exemplo, a recepção pode ter acesso aos dados coletados para cadastro, como nome, telefone, CPF e endereço. No entanto, não deve ter acesso ao conteúdo do prontuário.

Nesse sentido, ao contratar sistemas digitais de gestão clínica, é preciso garantir que eles tenham funcionalidades de restrição de acesso com senha. É importantíssimo ter uma política de governança que traga documentadas informações como quando, onde e em quais situações cada pessoa pode acessar cada dado.

Segurança dos dados

Além disso, todos esses documentos devem estar protegidos por protocolos de segurança digital válidos nacional e internacionalmente, como o NGS1 exigido pelo CFM e o certificado digital SSL sob o protocolo HTTPS. Também, é preciso apresentar ferramentas para geração e armazenamento de cópias de segurança automáticas.

Anonimização

Sempre que desejar utilizar os dados para atividades estranhas ao cuidado do paciente, é preciso pedir um termo de consentimento e garantir que todas as informações pessoais se tornem anônimas.

Como aplicar a LGPD na saúde?

Certamente, a melhor forma de garantir a aplicação da LGPD no seu consultório é por meio da contratação de um bom sistema digital elaborado especificamente para a área da saúde. Assim, além de atender a todas as normas do Conselho Federal de Medicina, ele terá as ferramentas necessárias para a segurança e a governança dos dados em conformidade com a LGPD.

Para isso, verifique se o sistema apresenta os protocolos de segurança que explicamos acima, além de:

  • armazenamento em nuvem, para que você tenha backups de segurança;
  • multifuncionalidade (como gestão financeira e agenda), a fim de evitar o excesso de manipulação de dados de um sistema para o outro, o que poderá provocar quebras de segurança e privacidade.

Também tenha em mente que será preciso capacitar os colaboradores para o uso correto desse sistema e a adequação às novas normatizações. Aí remete a importância de contratar uma empresa que garante um atendimento com suporte ilimitado.

Com essas ações, sua clínica conquistará a adequação da LGPD na área da saúde, garantindo a credibilidade dos seus pacientes. Afinal, guardar bem suas informações não é só uma obrigação, mas uma forma de cuidado e respeito.

O que você pensa da presença do mundo digital e das preocupações de segurança da informação na área da saúde? Comente aqui no nosso post!

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